Você só pensa em comida?

Sim! Segundo disseram alguns amigos: 95% do meu tempo acordada eu estou pensando em comida… E cuidado! Eu tenho o poder de te fazer começar a comer sem que você perceba. Pergunte a todos os meus colegas de trabalho.

Admiro muito quem sabe ‘fazer comida’*. Adoro conhecer novos sabores, combinações inusitadas criadas em restaurantes e por amigos, assim como observar toda experiência e o conceito proposto.

Meu paladar não é o dos mais treinados, mas adquiriu a capacidade de perder o preconceito com certas coisas que eu odiava na infância (como abobrinha e sopas chinesas) e hoje gosta muito de chuchu e tofu (e não vem me dizer que não tem gosto. Você não experimentou direito.)

E depois, como diz Massimo Montanari (1949):

“A comida não é “boa” ou “ruim” por si só: alguém nos ensinou a reconhecê-la como tal. O órgão do gosto não é a língua, mas o cérebro, um órgão culturalmente (e, por isso, historicamente) determinado, por meio do qual se aprendem e transmitem critérios de valoração)”. 

Paula, muito prazer!

* Referência ao que Françoise Sabban e Li Yutang dizem no livro do Massimo Montanari “Comida como Cultura”.

Paula

Comensal profissional e aprendiz de culinária chinesa
Favoritos:
Comida favorita: Carne de porco, todos os tipos
Prato chinês: Hor fun e Costelinha com raspas de laranja
Bebidas: Chá de crisântemo
Sobremesas: Coisas que tenham caramelo com sal, por favor
Atualmente viciada em: Balas de laranja kinkan da Liberdade
Artigos publicados:
Restaurantes: Da origem na França à São Paulo – Transformações de acordo com a sociedade
Publicado e apresentado no Mesa Tendências 2013
A alimentação nas relações entre ocidente e oriente: Identidade e reflexos da relação entre Portugal e china em Macau
Publicado na revista Contextos da Alimentação – Comportamento, Cultura e Sociedade